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Meu filho se corta: o que fazer?
Saiba como reconhecer, conversar e ajudar um filho que se autolesiona, e quando procurar ajuda.
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O que é
A conduta autolesiva não suicida é um dano físico deliberado ao próprio corpo, sem intenção de tirar a própria vida [2]. Ela costuma ser usada como uma forma de lidar com sofrimento emocional, um problema ou uma dificuldade [2]. Inclui comportamentos como cortes, queimaduras, arranhões, mordidas e golpes [2]. É mais comum do que se imagina e não acontece só em quem tem um problema de saúde mental, mas também em quem não tem nenhum transtorno [2]. Segundo a SEUP, a criança ou adolescente que se autolesiona faz isso para liberar emoções negativas, não como uma chamada de atenção [3].
Fique atento a sinais de alerta, que são mudanças drásticas de comportamento [2]. Alguns exemplos: usar roupas inadequadas para a estação ou ataduras, ter lesões contínuas sem explicação (cortes, queimaduras), precisar de privacidade com frequência, recusar atividades que exijam trocar de roupa (como natação), mostrar ou falar sobre autolesão (desenhos, conversas) e carregar ou esconder objetos cortantes ou restos de sangue [1].
O que você pode fazer em casa
Descobrir que um familiar se autolesiona é difícil de aceitar [4]. É importante entender que quem se autolesiona sente alívio depois, o que aumenta a vontade de repetir [4]. O apoio em casa é fundamental: crie um clima de confiança, com apoio e compreensão, sem julgar ou criticar [4]. Entenda que isso vem do sofrimento e da falta de outras formas de lidar com o mal-estar [5].
Para conversar, a SEUP sugere perguntas como: “Como você se sente antes de se autolesionar?”, “Como se sente depois?” e “Há algo que te preocupa agora, algo em que eu possa ajudar?” [5]. Se a pessoa não quiser falar, tenha paciência e não force a conversa [5].
- Não castigue nem ameace: isso pode fazer com que a pessoa mantenha a conduta, mas escondida [5].
- Aumente a supervisão e o acompanhamento se houver risco [5].
- Retire do alcance objetos de risco, como estiletes, tesouras e lâminas [5].
- Incentive alternativas positivas: esporte, mindfulness, técnicas de relaxamento, atividades prazerosas (música, desenho, leitura), ducha de água fria, usar gelo ou uma goma no pulso para brincar com ela [5].
Quando consultar um médico ou ir ao pronto-socorro
A SEUP recomenda consultar um profissional de saúde quando [3]:
- A autolesão é frequente (mais de cinco vezes no último ano).
- Há sofrimento emocional significativo e persistente.
- O método é potencialmente perigoso, como se cortar.
- Há alta sensibilidade à rejeição social.
- A pessoa tentou parar de se autolesionar sem sucesso.
Se a autolesão exigir cuidados específicos, como pontos ou sinais de infecção, procure o pronto-socorro pediátrico mais próximo [3]. Se você avaliar que a pessoa pode estar em risco, aumente a supervisão e o acompanhamento [5]. Se houver sinais de conduta suicida, como falar que quer morrer, se desfazer de pertences ou se isolar, procure ajuda profissional imediatamente [7][8].
Perguntas frequentes
Falar sobre suicídio aumenta o risco? Não. Falar sobre o assunto não aumenta o risco; pelo contrário, uma pessoa que expressa ideias de morte precisa se sentir ouvida [10].
O que não devo dizer? Evite frases como “está chamando a atenção”, “quem diz não faz”, “tudo vai ficar bem” ou “você precisa ser forte”, pois podem aumentar o sofrimento [10].
Como oferecer ajuda? Ofereça apoio pela escuta, sem julgar ou minimizar o sofrimento [10]. Acompanhe a pessoa, tente mantê-la perto de pessoas de confiança e proponha planos realistas, além de acompanhá-la a buscar ajuda profissional [10].
Fontes
[1] SEUP — “Conducta autolesiva no suicida. Información para padres” (2025), seção “PREVENCIÓN Y MANEJO DE LA CONDUCTA AUTOLESIVA NO SUICIDA”, p. 1 [2] SEUP — “Conducta autolesiva no suicida. Información para padres” (2025), seção “¿QUÉ ES LA CONDUCTA AUTOLESIVA NO SUICIDA (ANS)?”, p. 1 [3] SEUP — “Conducta autolesiva no suicida. Información para padres” (2025), seção “¿DÓNDE PUEDO ACUDIR SI PRESENTA ALGUNA DE LAS SEÑALES DE ALARMA?”, p. 2 [4] SEUP — “Conducta autolesiva no suicida. Información para padres” (2025), seção “EN EL CASO DE UN FAMILIAR, ¿CÓMO PUEDO AYUDAR A LA PERSONA SI DETECTO ESTAS SEÑALES?”, p. 1 [5] SEUP — “Conducta autolesiva no suicida. Información para padres” (2025), seção “Señales de alarma”, p. 2 [7] SEUP — “Conducta suicida. Información para padres” (2025), seção “PREVENCIÓN Y MANEJO DE LA CONDUCTA SUICIDA”, p. 1 [8] SEUP — “Conducta suicida. Información para padres” (2025), seção “¿DÓNDE PUEDO ACUDIR SI PRESENTA ALGUNA DE LAS SEÑALES DE ALARMA?”, p. 2 [10] SEUP — “Conducta suicida. Información para padres” (2025), seção “Señales NO verbales Señales verbales ¿CÓMO PUEDO AYUDAR A LA PERSONA SI DETECTO ESTAS SEÑALES?”, p. 2
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