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O que é desnutrição infantil e o que fazer em casa?
A desnutrição inclui falta ou excesso de nutrientes e afeta crianças no mundo todo.
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O que é
A desnutrição é definida como carências, excessos ou desequilíbrios na ingestão de energia e de nutrientes de uma pessoa [3]. O termo abrange três grandes grupos de condições [3]:
- Desnutrição energético-proteica, que inclui a magreza extrema (baixo peso para a altura), o baixo crescimento (baixa altura para a idade) e o baixo peso (baixo peso para a idade) [3].
- Desnutrição relacionada a micronutrientes, que inclui a falta de vitaminas e minerais importantes ou o excesso deles [3].
- Sobrepeso, obesidade e doenças não transmissíveis ligadas à alimentação, como doenças do coração, derrame, diabetes e alguns tipos de câncer [3].
Os micronutrientes permitem que o corpo produza enzimas, hormônios e outras substâncias essenciais para o crescimento e o desenvolvimento adequados [4]. O iodo, a vitamina A e o ferro são os mais importantes em termos de saúde pública mundial [4]. A falta deles é uma grande ameaça à saúde e ao desenvolvimento das populações, especialmente de crianças e gestantes em países de renda baixa [4].
Mulheres, bebês, crianças e adolescentes correm risco especial de desnutrição [1]. Cuidar bem da alimentação no início da vida — incluindo os 1000 dias entre a concepção e o segundo aniversário da criança — garante o melhor começo possível e traz benefícios de longo prazo [1]. A pobreza aumenta o risco de desnutrição e os perigos que ela traz [1].
Em 2022, estimou-se que 149 milhões de crianças menores de 5 anos tinham baixa altura para a idade, 45 milhões estavam muito magras para a altura e 37 milhões estavam acima do peso ou viviam com obesidade [7]. Quase metade das mortes de crianças menores de 5 anos está ligada à desnutrição [7].
Muitos países de renda baixa e média enfrentam a chamada dupla carga da desnutrição: convivem com doenças infecciosas e desnutrição ao mesmo tempo em que crescem a obesidade e o sobrepeso [8]. É comum a desnutrição e a obesidade coexistirem no mesmo país, na mesma comunidade e até na mesma casa [8].
O que você pode fazer em casa
- Ofereça alimentação variada e adequada à idade da criança, com atenção especial aos primeiros 1000 dias, da concepção aos 2 anos [1].
- Para crianças de 6 a 23 meses, busque orientação sobre alimentação complementar, que é o foco de programas de melhoria da nutrição infantil [10].
- Procure apoio especializado para amamentação, com orientação sobre alimentação complementar e acompanhamento do crescimento da criança [10].
- Leve a criança para pesar e medir com regularidade, para identificar cedo o risco de desnutrição ou de sobrepeso e obesidade [10].
- Fique atento à qualidade dos alimentos: produtos muito calóricos, ricos em gordura, açúcar e sal e pobres em micronutrientes costumam custar menos, mas têm pior qualidade nutricional [8].
Quando consultar um médico ou ir ao pronto-socorro
- Se você percebe que a criança está muito magra para a altura, muito baixa para a idade ou com peso muito baixo para a idade [3].
- Se a criança não está crescendo ou não ganha peso como esperado [10].
- Se você tem dúvidas sobre a alimentação do seu filho ou sobre sinais de desnutrição [10].
- Em caso de sinais graves, procure o pronto-socorro ou ligue para o número de emergência local.
Perguntas frequentes
Desnutrição é só falta de comida? Não. A desnutrição inclui carências, excessos ou desequilíbrios na ingestão de energia e nutrientes [3]. Ela abrange desde a magreza extrema e o baixo crescimento até o sobrepeso, a obesidade e doenças ligadas à alimentação [3].
Quem corre mais risco? Mulheres, bebês, crianças e adolescentes estão particularmente expostos [1]. Pessoas que vivem na pobreza têm mais chance de serem afetadas por diferentes formas de desnutrição [1].
Por que os primeiros 1000 dias são tão importantes? Porque otimizar a nutrição nesse período, da concepção ao segundo aniversário, garante o melhor começo de vida possível, com benefícios de longo prazo [1].
A desnutrição e a obesidade podem existir no mesmo lugar? Sim. É frequente que a desnutrição e a obesidade coexistam no mesmo país, na mesma comunidade e no mesmo lar [8].
Quais micronutrientes são mais importantes? O iodo, a vitamina A e o ferro são os mais importantes em termos de saúde pública mundial [4].
Fontes
[1] WHO — “Malnutrition”, seção “Who is at risk?”, p. 1 — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/malnutrition [3] WHO — “Malnutrition”, seção “Overview”, p. 1 — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/malnutrition [4] WHO — “Malnutrition”, seção “Micronutrient-related malnutrition”, p. 1 — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/malnutrition [7] WHO — “Malnutrition”, seção “Key facts”, p. 1 — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/malnutrition [8] WHO — “Obesidad y sobrepeso”, seção “Afrontar la doble carga de la malnutrición”, p. 1 — https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight [10] WHO — “Alimentación del lactante y del niño pequeño”, seção “Respuesta de la OMS”, p. 1 — https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/infant-and-young-child-feeding
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