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Água segura para o bebê: como preparar e oferecer?
Veja o que a OMS diz sobre água limpa, riscos de contaminação e cuidados ao dar água ao bebê.
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O que é
Água salubre e de fácil acesso é importante para a saúde pública, seja para beber, para uso doméstico, para produzir alimentos ou para lazer [6]. A água potável segura vem de uma fonte melhorada, está disponível quando é necessária e não tem contaminação fecal nem por substâncias químicas prioritárias [1].
Em 2022, cerca de 6 bilhões de pessoas (73% da população mundial) usavam um serviço de água para consumo humano gerenciado de forma segura [2]. Mesmo assim, pelo menos 1,7 bilhão de pessoas bebiam água de fontes contaminadas com fezes [2].
A contaminação microbiana da água potável por fezes é o maior risco [2]. A água contaminada pode transmitir doenças diarreicas, cólera, disenteria, febre tifoide, hepatite A e poliomielite [2][4]. Calcula-se que essa contaminação cause 505 mil mortes por doenças diarreicas por ano [2].
A água também pode conter produtos químicos, como arsênico e fluoretos, e quantidades elevadas de outros produtos químicos, como chumbo, por causa da lixiviação das tubulações [4].
O que você pode fazer em casa
- Use água de uma fonte segura e gerenciada de forma adequada sempre que possível [1].
- Se tiver dúvida sobre a salubridade da água, ferva-a; se não for possível ferver, trate com desinfetantes confiáveis de liberação lenta, geralmente encontrados em farmácias [10].
- Não use gelo, a menos que seja feito com água salubre [10].
- Lave bem as mãos com água e sabão, com frequência, principalmente depois de ir ao banheiro e depois do contato com animais [10].
- Lave bem frutas e verduras e, se possível, descasque-as, sobretudo se forem consumidas cruas [10].
- Cubra os depósitos e recipientes domésticos de água: isso reduz a criação de insetos vetores e a contaminação fecal da água em casa [4].
- Use leite pasteurizado ou fervido e não consuma leite sem ferver nem produtos que o contenham [10].
- Garanta comida bem cozida e ainda quente na hora de servir [10].
Quando consultar um médico ou ir ao pronto-socorro
As principais doenças transmitidas por alimentos ou água contaminados causam diarreia [4]. Procure atendimento se o bebê ou a criança apresentar:
- diarreia que não melhora ou que vem acompanhada de sinais de desidratação;
- febre;
- vômitos persistentes;
- sangue nas fezes;
- recusa de líquidos ou de mamar;
- sonolência ou irritabilidade incomuns.
Em caso de dúvida, procure seu médico ou o serviço de emergência local.
Perguntas frequentes
Por que a água contaminada é tão perigosa? Porque a contaminação microbiana por fezes é o maior risco da água potável, e a água contaminada transmite doenças diarreicas, cólera, disenteria, febre tifoide e poliomielite [2].
Água contaminada causa morte? Sim. Calcula-se que a contaminação da água cause 505 mil mortes por doenças diarreicas por ano [2]. Cerca de 1 milhão de pessoas morre por ano de doenças diarreicas ligadas à água insalubre, ao saneamento insuficiente ou à má higiene das mãos [4].
Dá para prevenir essas doenças? Sim. Se esses fatores de risco fossem enfrentados, cerca de 395 mil crianças menores de cinco anos poderiam deixar de morrer a cada ano [4]. Água salubre em quantidade suficiente também é essencial para uma boa higiene, que previne doenças diarreicas, infecções respiratórias agudas e várias doenças tropicais negligenciadas [2].
A água pode ter produtos químicos perigosos? Sim. Arsênico, fluoretos e nitratos são os principais produtos químicos de risco, e há novos contaminantes, como certos medicamentos, agrotóxicos, substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas e microplásticos [2].
O que a OMS recomenda aos países? A OMS orienta os governos a definir metas e regulamentos baseados na saúde e recomenda que os provedores de água elaborem planos de salubridade, com vigilância independente [5]. A OMS também avalia produtos domésticos de tratamento de água para garantir que protejam os usuários de patógenos que causam doenças diarreicas [8].
Fontes
[1] WHO — “Agua para consumo humano”, seção “Servicios de suministro de agua potable”, p. 1 — https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/drinking-water [2] WHO — “Agua para consumo humano”, seção “Datos y cifras”, p. 1 — https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/drinking-water [4] WHO — “Agua para consumo humano”, seção “Agua y salud”, p. 1 — https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/drinking-water [5] WHO — “Agua para consumo humano”, seção “Respuesta de la OMS”, p. 1 — https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/drinking-water [6] WHO — “Agua para consumo humano”, seção “Información general”, p. 1 — https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/drinking-water [8] WHO — “Agua para consumo humano”, seção “Respuesta de la OMS”, p. 1 — https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/drinking-water [10] WHO — “Fiebre tifoidea”, seção “Prevención”, p. 1 — https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/typhoid
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